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O ministro das Comunicações Paulo Bernardo discursou nesta quinta-feira, 30, durante a 56ª edição do Painel Telebrasil.
Para
o governo, a prioridade é desenvolver o mercado de consumo de massa de
serviços de telecomunicações no Brasil. Especificamente em relação ao
setor de telecomunicações, Paulo Bernardo observou que o Brasil ainda é
dos poucos mercados mundiais que demandam crescimento em banda larga
fixa, o que representa uma oportunidade para as empresas deste setor.
O Ministro afirmou que concorda com a necessidade de previsibilidade
nas ações do governo, como pede a Carta de Brasília de 2012, lida pela
TELEBRASIL no evento. Mas ressaltou a necessidade de se evoluir na
regulação existente. Segundo Paulo Bernardo, instrumentos de regulação e
políticas públicas recentemente propostas, como a do edital de 450 MHz,
2,5 MHz ou como será a futura licitação 700MHz, vão propiciar a
ampliação da banda larga móvel para todo o Brasil, inclusive para as
áreas rurais.
Sobre as políticas de banda larga especificamente, o Ministro salientou
a importância de fortalecer as redes de fibras ópticas que poderão
ajudar na meta de dar acesso a 90% dos municípios brasileiros a serviços
de Internet em alta velocidade. Do mesmo modo, o ministro espera que a
nova legislação de TV por assinatura proporcione um aumento de
cobertura da banda larga fixa, através da ampliação das redes de cabo.
O
Ministro disse que a meta inicial do Ministério era chegar a 2015 com
40 milhões de domicílios cobertos pela banda larga, mas que esta meta
poderá ser alcançada já em 2014, o que torna possível se pensar em um
novo Plano Nacional de Banda Larga, que busque a universalização efetiva
dos serviços. Segundo o Paulo Bernardo, o Ministério já começou a
pensar nisso e se colocou aberto a sugestões do setor.
Expansão da banda larga no Brasil depende de alavancas para o investimento
A
massificação da banda larga no Brasil vai exigir R$ 167 bilhões em
investimentos em infraestrutura até 2020, de acordo com estudo
apresentado pela consultoria LCA no 56º Painel Telebrasil. Esses aportes
permitiriam à banda larga alcançar 103 acessos para cada grupo de 100
pessoas, em 2020, somando 211 milhões de conexões de internet de alta
velocidade.
Para
impulsionar esses investimentos, o estudo aponta para a necessidade de
ações públicas e privadas alinhadas com o objetivo comum de massificação
do uso da banda larga. O
foco prioritário dessas políticas seriam as áreas de menor demanda, já
que nas regiões onde a penetração é alta, a demanda é atendida por
soluções do próprio mercado.O
estudo mostra que o governo já tem sinalizado com diversas ações de
apoio e incentivo ao setor, como a unificação das legislações municipais
para instalação de infraestrutura e as desonerações de equipamentos e
serviços.
As
alavancas necessárias se concentrariam, então, em aspectos
jurídico-regulatórios capazes de garantir ambiente de negócios propício à
expansão de investimentos. Nesse contexto, se insere o Marco Civil da
Internet que precisa se atentar para a questão da neutralidade de rede; a
adoção da Análise de Impacto Regulatório (AIR) pela Anatel; o adequado
tratamento à reversibilidade de ativos vinculados às concessões de
telefonia fixa e a destinação da faixa de 700 MHz para serviços móveis.
Para as áreas de baixa demanda, são necessárias alavancas adicionais,
como a expansão da Banda Larga Popular, com maior adesão dos Estados à
desoneração de ICMS; subsídios para acessos residenciais e públicos; e
desenvolvimento de parcerias público-privadas com, por exemplo,
modalidades de leilão reverso, a partir de recursos públicos, para
expansão da infraestrutura.
O
estudo também trouxe para valor presente, os investimentos feitos desde
a privatização, que somaram R$ 393,6 bilhões, considerando o pagamento
pelas outorgas. Observou ainda redução de 50% no preço dos serviços de
2008 e crescimento de 43% na média de uso dos serviços de telefonia
celular entre 2006 e 2011. Esta queda tem impacto direto nos indicadores
de rentabilidade, como a receita líquida média por usuário no serviço
móvel, incluindo voz e dados (ARPU). A combinação entre queda da
rentabilidade e elevada carga tributária impõe risco de desaceleração no
ritmo de investimentos.
A
forte expansão recente do serviço de banda larga no Brasil, que
alcançou 78,8 milhões de acessos, foi suportada pelos expressivos
investimentos privados. Para que não haja uma reversão nessa trajetória
virtuosa é preciso que se supere os entraves jurídicos e regulatórios,
de forma a incentivar mais investimentos que, somados aos incentivos à
demanda, reduzirão a atual desigualdade regional de acesso e uso de
banda larga no Brasil.
Brasília, 30 de agosto de 2012
- O painel de abertura da 56ª edição do Painel Telebrasil, trouxe o
debate “Uma visão sobre o futuro”, em que participaram os presidentes
de algumas das principais operadoras de telecomunicações do Brasil.
Foram apresentados alguns dos desafios que o setor de telecomunicações e
suas respectivas empresas enfrentarão nos próximos anos. Entre eles, o
equilíbrio entre receitas e investimentos para dar conta de atender à
demanda crescente no mercado brasileiro.
O
cenário macroeconômico também foi objeto de discussão no painel,
moderado pela jornalista Heloísa Magalhães, do Valor Econômico. Antonio
Carlos Valente, presidente da Telefônica/Vivo e da Telebrasil,
salientou que há sinais de recuperação do cenário econômico no país, mas
considerou que o cenário global ainda incerto também se reflete na
economia brasileira e, dessa forma, todo investimento deve ser realizado
de forma responsável pelas empresas.
Para o presidente da Oi, Francisco Valim, o setor pode contribuir para a
criação de um Brasil melhor se houver um trabalho conjunto entre
população, governo e operadores, planejado e coordenado pelo governo.
Ele exemplificou citando o projeto que gerou a conexão de 60 mil escolas
públicas.
Para
o presidente da Embratel, José Formoso, em um ambiente de convergência
de serviços, é cada fez mais importante que as operadoras de
telecomunicações se posicionem como provedoras de conteúdos e não sejam
meramente provedoras de infraestrutura. Carlos
Zenteno, presidente da Claro, mencionou a oportunidade de licitação da
faixa de 700 MHz a partir do ano que vem, e ponderou que esse leilão
considere as metas de cobertura já assumidas pelas operadoras. Já o
presidente do conselho da TIM, Manoel Horácio, avaliou até o momento o
cenário de crise tem tido pouco impacto nas prestadoras de serviço
brasileiras, considerando que os níveis de emprego e renda continuam
elevados. Luís
Alexandre Garcia, presidente executivo da Algar Telecom, enfatizou a
necessidade de que flexibilização nas legislações restritivas para a
instalação de antenas e infraestrutura urbana. "Isso impede o pleno
desenvolvimento dos serviços de telecomunicações", disse
Imagine um clone do MacBook Air rodando Android 4.0 (Ice Cream Sandwich), por um preço de US$ 149 (cerca de R$ 300 pela cotação do dia)? Pois foi exatamente isto o que a empresa THD mostrou em seu pequeno stand na Computex 2012, que acontece até este sábado (9) em Taiwan. O notebook N2-A será vendido apenas para distribuidores interessados em comprar no mínimo 500 unidades. O clone conta com tela LCD com iluminação LED e resolução de 1366 x 768, processador ARM Cortex A8 de 1.2GHz, 1GB de memória DDR3 e um SSD de 8GB.
Qualquer semelhança não é mera coincidência (Foto: Nick Ellis/TechTudo)
Ao ser perguntada se não temia um processo da Apple, a representante da THD disse que não, pois planeja vender o produto na América Latina, muito provavelmente em canais de venda “alternativos”, ou seja, bem longe de lojas oficiais. Apesar do discurso confiante, sua atitude em relação a imprensa parecia demonstrar o contrário, pois depois da repercussão da matéria feita ontem por um site americano, a empresa não queria nem sequer deixar que o N2-A fosse fotografado, mas nós demos um jeito.
Não dá para esperar muita qualidade de um produto como este, e o trackpad já tinha alguns arranhões depois de algum tempo exposto na feira. Agora, é aguardar para ver se o clone do MacBook Air chegará ao mercado do Brasil, como é a intenção da THD.
Quanto será que vale o seu tuíte ou a sua curtida no Facebook? E quando você dá um check-in no Foursquare, será que alguma empresa ganha dinheiro com isso? Buscando essas respostas, o cofundador do Backupify, Rob May, fez uma pesquisa. O objetivo? Calcular quanto vale cada menção de marca nas redes sociais e quanto cada um perde por não estar presente nessas redes.
Rob May, cofundador do Backupify (Foto: Divulgação)
Para fazer esse cálculo, Rob precisou, primeiro, do valor estimado de cada empresa. O Facebook, por exemplo, vale US$ 100 bilhões, aproximadamente. Dividindo esse valor pelos (à época) 900 milhões de usuários, Rob chegou à conclusão de que cada usuário poderia ser avaliado a US$ 118, o equivalente a R$ 226 (na cotação de 4 de maio). Ou seja, uma empresa brasileira que tem 300 mil fãs em sua página pode dizer que trabalha com um valor virtual de mais de R$ 68 milhões. Seguindo a mesma conta, no Twitter, no Foursquare e no Instagram cada usuário vale, respectivamente, R$ 136,46, R$ 76,40 e R$ 35,37.
Com o valor dos usuários e das empresas em mãos, o cofundador do Backupify definiu quanto cada ação de compartilhamento vale nas redes sociais. Um tuíte no Twitter vale R$ 0,002; um post no Facebook vale R$ 0,045 e um check-in no Foursquare (a segunda ação mais cara das redes) chega a valer R$ 0,77. Por baixo, o usuário médio que tuíta seis vezes, posta cinco vezes no Facebook e faz check-in em 3 lugares diferentes todo dia gera um valor mensal para as empresas de R$ 83,16.
Ainda assim, esse valor não reflete a realidade. O cálculo funciona apenas para usuários despretensiosos, que entram na rede social para encontrar os amigos. No caso de famosos, as ações representam um valor ainda maior, afinal, o usuário se torna um formador de opinião. Segundo agências de publicidade, algumas campanhas via Twitter pagam até R$ 8 mil por um único tuíte de celebridade, visto o alto número de pessoas que a mensagem pode atingir.
Segundo o sócio da agência de mídias sociais Ideia S/A, Vitor Guerra, a prática é comum por ter um custo-benefício entre valor e segmentação muito maior que a publicidade feita na TV. "Uma campanha de webséries envolvendo blogueiros influentes custou cerca de R$ 50 mil e obteve retornos expressivos. Para fins de comparação, apenas uma única inserção - sem contar custos de produção - de um anúncio em um canal de TV fechado compatível com o público-alvo da campanha teria passado dos R$100 mil e durado apenas 30 segundos", explica.
Erik Qualman e Avinash Kaushik escrevem sobre o valor das mídias sociais para empresas (Foto: TechTudo)
As empresas ainda não aprenderam a calcular e, principalmente, a usar esses cálculos para crescer, conta o especialista em Marketing Digital Avinash Kaushik ao TechTudo. "As companhias ainda têm muito a percorrer. A maior parte dos sites de notícias continua a encarar as mídias sociais como mais um caminho de mão única no diálogo com a audiência, o que não é verdade".
Autor de Socialnomics, Erik Qualman diz que "não basta apenas criar um perfil nas redes sociais, enviar mensagens e tratar os usuários como se fossem quadradinhos. Aproveitar o espaço gratuito das redes sociais para interagir com seu cliente pode fazer com que uma empresa continue a existir num prazo de cinco anos”. Qualmann diz que o usuário deve saber o que representa para uma marca e que suas ações nas mídias sociais influem diretamente na atuação dessa empresa no mercado. "Se esses usuários estiverem cientes da importância que têm para uma empresa, a forma com que se portam nas redes irá mudar completamente.”, disse Qualman.
Facebook, LinkedIn, Dropbox, Twitter, Foursquare, Pinterest, Yelp, Instagram e Path. Seguindo o cálculo de Rob May, se você tiver um perfil em cada uma dessas nove redes, pode valer até R$ 944,59! Próximo passo: mãos à obra e posts à venda!
Veja o infográfico abaixo e use os dados para calcular qual é o seu valor e quanto você ganharia se vendesse, por exemplo, todos os seus tuítes e posts de Facebook.
A internet deve abocanhar cerca de 14% de todo o bolo publicitário
neste ano no Brasil, quando os gastos em publicidade online atingirão R$
4,64 bilhões, de acordo com projeção da IAB Brasil (Interactive
Advertising Bureau) apresentada nesta terça-feira, 24. A estimativa é
que haja expansão de 39,1% no faturamento, frente aos US$ 3,33 bilhões
registrados no ano passado, tornando-o o segundo meio com maior
participação publicitária, ultrapassando os jornais e ficando atrás
apenas de TV.
Segundo Fabio Coelho, presidente da entidade, o mercado de internet
cresce quatro vezes mais que todo o bolo publicitário brasileiro.
“Estamos em uma fase de expansão que supera os demais meios. Em 2011, as
100 maiores empresas no Brasil investiram 13,7% de seus orçamentos em
mídia digital e isso deve aumentar ainda mais este ano com nossa
expectativa de 40%”, afirma.
Os números não incluem a publicidade em redes sociais, já que os
principais sites de relacionamentos que atuam no Brasil, como Facebook,
Orkut, Twitter e LinkedIn, não revelam dados de desempenho. Daí, o fato
de a análise trabalhar com números aproximados, ressalta Coelho.
O estudo revela, ainda, que apenas a publicidade no formato de display –
ou display advertising (anúncios em banners, imagens etc.), como também
é chamada – deve crescer mais de 25% no ano, contra 19,24% em 2001,
quando faturou R$ 1,45 bilhão. Mas a maior expansão deve ocorrer mesmo
na publicidade em resultados de buscas, cuja previsão é crescer 50%,
totalizando R$ 2,82 bilhões, contra R$ 1,85 bilhão no ano passado.
Embora não revele números, o Google deve abocanhar a maior parte desse
filão, em razão do domínio absoluto do site no mercado de buscas.
Pesquisa da Pew Internet & American Life Project, divulgada em
março, mostra que o Google ainda é o buscador mais usado pelos
americanos. De acordo com o instituto, 83% dos internautas nos Estados
Unidos usam o mecanismo, sendo que o segundo buscador preferido é o
Yahoo, com 6%. O Bing, da Microsoft, tem apenas 3% do mercado. Um
analista ouvido pela reportagem de TI INSIDE Online diz que a
participação dos três buscadores no mercado brasileiro é praticamente a
mesma dos EUA. “No Brasil, o Bing e o Yahoo talvez tenham uma
participação menor que nos EUA, em detrimento do Google que supera os
90% de representatividade.”
O analista diz que para que os números sejam mais confiáveis é preciso
apresentar um panorama mais completo do mercado digital brasileiro,
incluindo segmentos que ainda não são tabulados pelos institutos de
pesquisa e pela própria IAB. "É necessário que sejam apresentados dados
mais condizentes com a realidade do segmento, caso contrário, a
representatividade da internet no bolo publicitário ainda será pequena",
completa.
Após fechar as
portas no dia 19 de abril, o NAB 2012 revelou a realidade do otimismo e
crescimento que se vive nos países da América Latina, a recuperação dos
EUA e a difícil situação que atravessa a Europa
Com uma imagem muito
positiva para profissionais, empresas e principalmente o mercado
Latino-americano do setor audiovisual, percebemos andando pelos
corredores dos três pavilhões do Centro de Convenções de Las Vegas, que
pelo número e principalmente o tamanho dos estandes, 2011 realmente
ficará marcado como a retomada do período de crise que abalou as grandes
marcas americanas após 2007.
Os números falam por si: Em 2012, foram 92,112 mil visitantes em toda
feira e destaque para os visitantes internacionais, que dos 24.928 que
estiveram em Las Vegas, a maioria veio dos países latinos.
Apesar da feira estar 10% maior que ano passado, com relação ao número
de expositores, este ano pode-se notar claramente a ausência dos
europeus, que arduamente, sofrem com o desenrolar de uma crise que
perdura desde 2008. Para os brasileiros também foi um grande evento,
tanto é que foi divulgado que mais de 2.300 brasileiros estiveram no NAB
2012.
Entre as empresas presentes no NAB 2012 se destacam a Broadcast Sports
Inc e MAC Group, marcas conhecidas como Nikon e RGB Networks e outras
empresas ligadas a produção de conteúdos como The Switch Network, TV
Azteca e Vimond Media Solutions.
Cada uma apresentou soluções e/ou serviços que fazem parte do ciclo de
produção de conteúdos. Estas e muitas outras, estavam espalhadas nos
1.600 estandes, entre as quais se encontram empresas de referência como
Accenture, AT&T, Canon, Cisco Systems, Ericsson, Fujifilm, General
Dynamics, Hewlett-Packard, Hitachi, Hyundai, IBM, Intel, Microsoft,
Motorola Solutions, Oracle, Panasonic, Samsung, Siemens, Sony, Sprint
Nextel, Toshiba, Harris, Verizon e muitas outras.
No que diz respeito às conferências, apresentações e debates a procura
pelas salas também cresceu. Este ano, os diferentes programas contam com
expositores interessantes como Steve Wozniak, atual chefe de pesquisas
da Fusion-io e cofundador da Apple, que esteve acompanhado de Vincent
Brisebois, também da Fusion-io e de Steve Forde, responsável da Adobe.
Outro expoente importante é o responsável por efeitos especiais Rob
Legato, premiado recentemente com o seu segundo Oscar da Academia pelo
filme "Hugo", de Martin Scorcese. Todos eles formaram parte das sessões
dedicadas a pós-produção e discutiram "Como a Criatividade e a
Tecnologia se Combinam para Influenciar na Forma de Contar Historias no
Cinema".
Tanto os detalhes das conferências como uma avaliação de como se
desenrolou o Set e 30 deste ano você poderá conferir nas próximas
edições da revista Produção Profissional.
E se você esteve lá... Mande-nos a sua opinião, não deixe de comentar o
que foi relevante, no seu ponto de vista, para o Mercado brasileiro e
mundial, durante o NAB 2012.
A próxima geração do MacBook Pro 2012 talvez esteja prestes a ser lançada: vários revendedores da Apple estão relatando que alguns dos atuais modelos estão em falta, incluindo a J&R e a Best Buy. A última, inclusive, parou de aceitar pedidos online.
Se você ainda assim estiver interessado em um da safra atual, terá que procurá-lo bem nas lojas. De acordo com o Apple Insider, "de 40 a 60%" das lojas da Best Buy em Chicago e Austin relatam "indisponibilidade" do modelo de 15″ e 2,4 GHz do MacBook Pro. Tradicionalmente, o estoque das lojas "seca" na medida em que a Apple interrompe a produção. Isso limpa os canais de distribuição para prepará-los para a chegada dos novos modelos no mercado.Não há muitos detalhes sobre os futuros MacBook Pro 2012, mas temos algumas apostas. Basicamente, é seguro esperar que eles sejam muito mais rápidos (usando processadores Core i7 Ivy Bridge) e mais finos que os modelos atuais, parecidos com o MacBook Air.
Uma mudança radical, mas lógica
Quando Steve Jobs disse que o MacBook
Air era o futuro dos laptops, ele estava certo. Para tristeza de uma
minoria, a Apple acabou com um monte de tecnologias antigas no Air.
Eles simplificaram a parte interna e esmagaram seu design industrial para criar uma máquina bem animal. O resultado foi um grande sucesso — e toda a indústria ligou suas fotocopiadoras novamente.É uma questão lógica pensar que eles seguirão o mesmo caminho com o MacBook Pro. Não é só uma consequência racional do Air; a mudança também será conveniente para a imagem pública da empresa: os novos MacBook Pros — e não o iPad 3 anabolizado — serão o primeiro teste real da nova equipe de executivos da Apple.Eles precisam fazer algo grandioso. Eis o caminho.
Configuração mais veloz
O novo MacBook Pro usará processadores Ivy Bridge, a nova arquitetura de 22 nanômetros da Intel com transistores 3D que darão uma bela aumentada de velocidade em comparação aos MacBooks atuais. A Intel estima que o Ivy Pridge aumentará em 20% a performance das máquinas em comparação à família Sandy Bridge. O Ivy Bridge também aumentará em 30% o desempenho da placa gráfica integrada, mas acreditamos que essas máquinas usarão algo mais potente para lidar com aplicativos pesados (mais sobre isso já já).
Adeus, discos rígidos
Danem-se os discos rígidos. Trata-se de uma tecnologia antiga com um impacto negativo na duração de bateria. A Apple gosta bastante do SSD. Pode não ser a solução mais barata, mas é a tecnologia para armazenamento de aparelhos móveis mais veloz, mas segura e com melhor consumo de energia. Deixar toda a linha de laptops com SSD também fará com que a Apple tenha mais poder de barganha na hora de comprar as peças, mantendo a mesma etiqueta de preços e as altas margens de lucro.Os SSDs também são uma das peças chave para aumentar a velocidade. Na verdade, para a maioria dos consumidores, trata-se do fator mais importante na percepção de velocidade, mais até do que o processador e a placa de vídeo. Quando tudo carrega e é salvo quase instantaneamente, as pessoas sacam a velocidade na hora — e é isso que acontece com o Air.
Abandonando legados da tecnologia
A família MacBook Pro de 2012 eliminará legados de tecnologia. Isso significa o fim dos leitores ópticos, e o fim das portas Ethernet e FireWire. Essas máquinas terão apenas portas USB e Thunderbolt, além de um leitor de cartão SD, assim como o MacBook Air. Eliminando esses empecilhos, as novas máquinas terão mais espaço e simplificarão a parte eletrônica interna.Eu não consigo me lembrar da última vez que usei um drive óptico. Todos meus programas e conteúdo consumidos estão em serviços online. E eu não consigo me lembrar da última vez que usei minha porta Ethernet. Muitos consumidores estão na mesma situação. E apesar de a FireWire ser o único ponto de conflito que eu possa ter — já que eu a uso para fazer backup e conectar mais discos — um adaptador barato daria jeito nos aparelhos que usam a tecnologia. Na verdade, já há uma série de adaptadores para Thunderbolt no momento, incluindo FireWire, Gigabit Ethernet e até PC Cards.
Tela com Retina Display
As máquinas terão uma resolução de tela maior, lembrando a Retina Display do iPhone. Isso faz parte do passo que a Apple dará rumo ao HiDPI.Quão alta será resolução? Ela não será tão densa quanto a tela do iPhone, que tem 326 pixels por polegada — que é tão alto quanto uma página impressa — mas será próximo disso. O MacBook atual de 15 polegadas tem 128 pixels por polegada (1440 x 900 pixels), enquanto o de 17 polegadas tem 133 pixels por polegada (1920 x 1200 pixels). Essas resoluções relativas são similares à linha MacBook Air atual.A dúvida agora é saber se eles serão capazes de dobrar tais resoluções para 2880 x 1800 pixels e 3840 x 2400 pixels. Parece muito maluco e não há nenhuma evidência de que alguém esteja fabricando esse tipo de tela.Mas nós sabemos que existem placas de vídeo que podem lidar com números tão grandes. E nós também sabemos que antes do iPhone 4 ser lançado, ninguém nunca tinha ouvido falar de uma tela com 326 ppi. A Apple as comprou e as escondeu até o lançamento do iPhone 4.Talvez a Apple só aumente a resolução para 180 ou 200dpi. Por causa da distância que nossos olhos ficam da tela, 200ppi seria o bastante para atingir um efeito similar ao da Retina Display do iPhone — ao ponto em que você não consegue mais ver os pixels. E mesmo assim, isso significará um monte de pixels a mais.
Placas de vídeo insanas
Todos esses pixels a mais requererão muitos músculos na parte gráfica. A Apple atualmente usa placas AMD Radeon em seus MacBooks, então provavelmente eles continuarão trabalhando com a empresa. A AMD tem lançamento programado para o fim do segundo trimestre de suas novas placas de vídeo de alto nível, com 28 nanômetros, e com foco no mundo móvel. Elas farão parte da família Radeon HD 7700M.Se a Apple continuar com a AMD, o topo de linha do MacBook provavelmente usará a HD 7770M (os modelos atuais usam a HD 6670M). Por causa da mudança de resolução, eu não ficaria surpreso se a placa mais potente tivesse 2GB e memória GDDR5. A placa de vídeo de topo atual dos MacBooks tem 1GB e memória GDDR5. A opção mais barata poderá ser a HD 7750M, com 1GB e memória GDDR5.Se a Apple decidir mudar para a Nvidia, é difícil saber o que eles usarão. Alguém vazou a informação de que o laptop da Samsung com Ivy Bridge terá uma Nvidia GeForce GTX 675M com 2GB e memória DDR5, mas uma placa GTX provavelmente esquentaria demais um aparelho tão fino como imaginamos que o MacBook Pro de 2012 será.
Gabinete redesenhado
Esse será o principal ponto para vender os novos MacBook Pros. Eles terão um design extremamente fino. Talvez até mais fino do que o MacBook Air atual, já que eles têm uma superfície maior para espalhar os componentes. Eles também serão bem mais leves se comparados com as máquinas atuais, graças à eliminação de tecnologias antigas. Mas ele também pode ter um corte menos agressivo no peso, já que o espaço usado para bateria pode aumentar.
Capacidade de bateria
Algo que deixaria todo mundo feliz e seria bem marcante: uma duração de bateria gigantesca. Já que os componentes serão reduzidos e o HD sumirá, uma bateria maior e com maior duração faz todo o sentido. Se eles realmente aumentarem o número de células de bateria, então talvez veremos um laptop que finalmente aguente um dia inteiro de trabalho em uma única carga. Ou quase isso. Se a Apple for radical nesse quesito, eu só posso esperar uma duração de bateria enorme.
Mais uma coisa: toda a superfície será um trackpad
Isso é algo que já foi ventilado como rumor antes, mas agora acredito que possa acontecer: todo o local de apoio de mãos dos novos MacBooks será um trackpad sensível à múltiplos toques. É óbvio que, em termos de tecnologia, a Apple pode fazer isso. Mas eles não farão apenas porque eles podem. Eles fariam principalmente por dois motivos.O primeiro é porque a superfície toda seria o marco para o passo final na metamorfose do Mac OS X. Uma metamorfose que começou com o sucesso da tecnologia de múltiplos toques e a interface de manipulação direta do iPhone e do iPad.O Lion adicionou alguns desses conceitos no Mac OS X e, apesar de ele não ter atingido as metas que eu esperava, ele claramente mostra o caminho que a Apple irá seguir. O próximo Mac OS X não só irá se aprofundar nos gestos, assim como a Microsoft está fazendo no Metro e no Windows 8. Uma superfície 100% trackpad — não uma tela sensível ao toque — será a chave nesta transição de laptops e desktops (para ter uma ideia de como isso funcionaria, é só ver o vídeo abaixo).
Mas há uma razão talvez mais importante para a introdução de tal inovação: o fator "one more thing". Cook e os novos executivos precisam mostrar que tem culhões para fazer as coisas, que eles podem continuar inovando e tirando coelhos de suas cartolas assim como seu antigo chefe fazia. Ele diria algo assim:"Mas por que ter apenas um trackpad? O trackpad atual é bom, mas é muito limitado. E se nós pudéssemos dar a vocês todo o apoio de suas mãos como um trackpad? É uma mudança de tecnologia enorme, mas nós descobrimos um jeito de diferenciar suas mãos e seus dedos, para que o MacBook não fique confuso e você possa usar os múltiplos gestos no Mac OS X do mesmo modo que você usa em seu iPad! E nós fizemos isso. Nós estamos eliminando o pequeno trackpad e oferecendo um trackpad que você pode usar múltiplos toques de forma livre. Nós amamos isso. E achamos que você irá amar também. Deixe-me lhe mostrar."Mostrar ao mundo que eles podem fazer algo assim seria a perfeita declaração de "sim, nós podemos derrubar o queixo de vocês sem Steve Jobs" da nova Apple de Tim Cook. Porque apesar de mostrar resultados econômicos incríveis, eles precisam mostrar que conseguem continuar "fazendo a mágica acontecer" pelos próximos anos.