Existem atualmente 64 milhões de
usuários de Internet no Brasil, o que torna a Internet uma mídia de
significativo impacto, atingindo mais audiência que a soma da audiência
dos Jornais e Revistas, por exemplo.
Apesar de ter uma audiência de 39
milhões de pessoas só nos domicílios, a Internet recebeu apenas 3,25% de
todo investimento em publicidade feito no 1º trimestre de 2008 (números
que se mantiveram nos períodos seguintes).
Se comparado com os 57,96% do
investimento em TV Aberta ou com os 18,82% do Jornal, o gap do
investimento em publicidade online com seu alcance de público mostra sua
relevância e inconsistência.
Mesmo com valores nominais tão
disparatados, a taxa de crescimento composto (CAGR) da publicidade
online será cerca de 3 vezes superior ao da publicidade das mídias
tradicionais no período de 2009 a 2015, com aumento significativo de
representatividade (13,4% em 2015).
Porém, para atingir tal patamar de investimentos, a penetração da internet nos domicílios deverá avançar de forma significativa.
Apesar de ser um dos países que mais
navega na Internet – os internautas brasileiros passam, em média, 23
horas mensais na Web, o maior índice do mundo, comparado com França (21
horas), EUA (19,5 horas) e Japão (18,5 horas) – atualmente o Brasil se
encontra próximo ao patamar de 35% de penetração de Internet nos
domicílios, valor considerado baixo para os padrões internacionais.
O precedente internacional indica que a
publicidade online no Brasil receberá seu “fair share” do bolo
publicitário, ou seja, investimentos adequados ao seu potencial, apenas
quando a penetração alcançar 45-60% dos domicílios, o que deve ocorrer
apenas após 2010.
Tais fatos mostram tanto uma grande
oportunidade de mercado para as empresas sintonizadas com as novas
tendências de mídias e canais, como indicam uma carência importante em
relação à compreensão do papel e relevância da Web e das formas de se
utilizar suas possibilidades em prol do atingimento das metas
corporativas, sejam elas de marketing, comunicação, vendas,
relacionamento ou branding.
Certamente, o aspecto modal atribuído a
cada novo ambiente, canal ou ferramenta digital contribuí para mitificar
ainda mais sua utilização para os céticos e conservadores. Afinal, o
que pode ser considerado um investimento certeiro, com resultados
mensuráveis no curto-médio-longo prazos e o que não passa de uma perda
de dinheiro?
Questões como essas passam na cabeça de
todo aquele que conta com metas significativas, mas com orçamentos cada
vez mais limitados. Vencer tal paradigma passa por adotar uma postura
pró-ativa para experimentar e utilizar a publicidade online a seu favor.
Seja qual for o resultado tangível
esperado, a oportunidade de capturar uma vantagem competitiva
significativa frente aos concorrentes – vantagem esta que no futuro
poderá determinar os players dominantes em seus setores – tem um valor
estratégico que não pode ser descartado, mas que deve ser utilizado
juntamente com os fatos (ilustrados pelos dados e números deste artigo)
como argumento-chave para destinar uma parte do budget de comunicação,
por menor que seja ainda, para a publicidade online.
Fonte: Adnews
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